Língua
Escrita
Jaci
E.S.Nunes
Prof. Neuzi Schotten
Centro Universitário Leonardo da
Vinci - UNIASSELVI
Curso Normal Superior (NDF-0081) Fundamento e Metodologia da alfabetização
25/01/07
RESUMO
Sociedades do mundo inteiro estão cada vez mais centradas na escrita,
ser alfabetizado, saber ler e escrever tem se revelado condição insuficiente
para responder adequadamente às demandas contemporâneas. É preciso ir além da
simples aquisição do código escrito, é preciso fazer uso da leitura e da
escrita no cotidiano, apropriar-se da função social dessas duas práticas. O
conceito de letramento, embora ainda não registrado nos dicionários
brasileiros, tem seu aflorar devido à insuficiência reconhecida do conceito de
alfabetização. E, ainda que não mencionado, já está presente na escola,
traduzido em ações pedagógicas de reorganização do ensino e reformulação dos
modos de ensinar.
Palavra-chave: Ensinar; Aprender; Interpretar.
1 INTRODUÇÂO
Dissociar alfabetização e
letramento é um equívoco porque, no quadro das atuais concepções
psicológicas, lingüísticas e psicolingüísticas de leitura e
escrita, a entrada da criança (e também do adulto analfabeto) no mundo da
escrita se dá simultaneamente por esses dois processos: pela aquisição do
sistema convencional de escrita a alfabetização, e pelo desenvolvimento de habilidades de uso desse sistema em
atividades de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua
escrita o letramento. Não são
processos independentes, mas interdependentes, e indissociáveis: a
alfabetização se desenvolve no contexto por meio de práticas sociais de leitura e de escrita,
isto é, através de atividades de letramento, e este, por sua vez, só pode
desenvolver-se no contexto da e
por meio da aprendizagem das
relações fonema grafema, isto é, em dependência da alfabetização, assim
dois processos, alfabetização e letramento, são processos distintos; na
verdade, não se distinguem, deve-se alfabetizar letrando.
Ela a palavra é a
expressão mais direta da natureza histórica da consciência humana. A
consciência se reflete na palavra como o sol em uma gota de água. (VIGOTSKY,
1991).
A língua portuguesa, bem como todas as outras, encontra-se em constante
evolução, são criadas palavras para descrever novos fenômenos ou fenômenos já
conhecidos que são interpretados de outra maneira, ou de acordo com sua época. É
o caso da palavra letramento. Ela apareceu como um complemento para a
alfabetização. Embora apareça com freqüência na bibliografia acadêmica, não
está ainda nos dicionários. Existem, mesmo, vários livros que trazem essa
palavra no título. Mas ela não foi ainda incluída, por exemplo, no recente
Michaelis, Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, de 1998, nem na nova edição
do Aurélio, o Aurélio Século XXI, publicado em 1999.
O conceito de
letramento, bem como a nova concepção de alfabetização chegou ao campo da educação
e do ensino nos anos 80. No Brasil
começou a passar por novos questionamentos, porém desta feita o foco das
discussões era a emergência de novas concepções de alfabetização, baseadas em
resultados de pesquisas na área da psicologia cognitiva e da psicolingüística
que apontavam para a necessidade de se compreender o funcionamento dos sistemas
alfabéticos de escrita e de se saber utilizá-lo em situações reais de
comunicação escrita, prevenindo-se desde o início da alfabetização o chamado analfabetismo
funcional.
Hoje cabe à escola e a sociedade
dar a aos alunos oportunidade de conhecê-la e dela usufruir, devem ser
priorizados, para as atividades de leitura, Com tempo, a
superação do analfabetismo em massa e a crescente complexidade de nossas
sociedades fazem surgir maiores e mais variadas práticas de uso da língua
escrita. Tão fortes são os apelos que o mundo letrado exerce sobre as pessoas
que já não lhes basta a capacidade de desenhar letras ou decifrar o código da
leitura. Seguindo a mesma trajetória dos países desenvolvidos, o final do
século XX impôs praticamente todos os povos a exigência da língua escrita não
mais como meta de conhecimento desejável, mas como verdadeira condição para a
sobrevivência e a conquista da cidadania. Foram no contexto das grandes
transformações culturais, sociais, políticas, econômicas e tecnológicas que o
termo “letramento” surgiu ampliando o sentido do que tradicionalmente se conhecia
por alfabetização.
3 CONCLUSÃO
O termo letramento surgiu para designar a parte da alfabetização
esquecida pelos educadores, ou seja, a parte social e política. A alfabetização
é muito mais que apenas ensinar a ler e escrever. O termo abrange a leitura do
mundo e a compreensão de tudo que nos cerca. O aluno deve ser capaz de, através
da alfabetização, discernir o mundo ao seu redor e se tornar um agente
transformador de sua situação social e política, pois apenas através da
alfabetização, uma pessoa se torna capaz de votar corretamente de acordo com
seus anseios e necessidades.
Em uma sociedade como a nossa, o mais comum é que a alfabetização seja desencadeada por práticas de letramento, tais como ouvir histórias, observar cartazes, conviver com práticas de troca de correspondência, etc. No entanto, é possível que indivíduos com baixo nível de letramento tenham a oportunidade de vivenciar tais eventos na ocasião de ingresso na escola, com o início do processo formal de alfabetização, junto a ele o ato de interpretar a escrita através da leitura.
Em uma sociedade como a nossa, o mais comum é que a alfabetização seja desencadeada por práticas de letramento, tais como ouvir histórias, observar cartazes, conviver com práticas de troca de correspondência, etc. No entanto, é possível que indivíduos com baixo nível de letramento tenham a oportunidade de vivenciar tais eventos na ocasião de ingresso na escola, com o início do processo formal de alfabetização, junto a ele o ato de interpretar a escrita através da leitura.
4 REFERÊNCIA
VYGOTSKY,
A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
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